Home Sweet Home - Feliz 2008
De volta ao lar.
Depois de quase seis meses em São Paulo, “lar” ainda é um termo que luta por sua exatidão dentro de mim. Não é o meu apartamento. Agora ele é o lar de um casal idoso. Os dois na certa devem ter apreciado mais a vista pro Atlântico nos últimos três meses do que eu nos meus cinco anos por lá. Eu mesmo, ao chegar no Rio, ainda no ano passado, dei uma boa olhada para o oceano ali na praia do Leblon. Não senti falta do mar. Senti falta de um horizonte de 180º, mas com uma temperatura chegando quase aos 40, percebi que não sentia tanta saudade daquilo. Durante um impensável, e infelizmente necessário, passeio noturno por Copacabana entre a horda de orcs, goblins e outras criaturas que voltavam da queima de fogos na praia, Carol sem saber me repetiu o que havia dito para um amigo poucos dias antes: “saber que o mar está ali dá uma sensação de escape”. Sim. Pena que os portões do infeno estavam abertos e seus habitantes decidiram voltar ao mesmo tempo enquanto estávamos no meio do caminho. Escapamos para o Leme com algum custo e tentamos dormir na casa de nossa hóspede.
Tanto nossa anfitriã, como a residência são maravilhosas, mas obviamente aquele apartamento não é o meu lar. Os braços de Carol fizeram esse papel enquanto só pensava em ter novamente minha cama, minha internet e minhas roupas lavadas e estendidadas no varal do apartamento de São Paulo.
Cheguei muito feliz e sorridente, mas aqui também não é exatamente meu lar (não posso quebrar paredes, não é meu lar). No entanto, regionalmente São Paulo é cada vez mais querida (devagar e sempre, acho) e não sei quando voltarei ao Rio agora. Prefiro providenciar de longe a vinda da nata que ainda ficou por lá. Já tenho três pessoas na mira que se dariam muito bem aqui, cada um na sua área. Providenciarei a melhor estadia para esses possíveis novos retirantes e farei de tudo para que se sintam confortáveis nesse período de transição onde o lar parece perder o sentido.
De resto vi praticamente todos que queria ter visto e tive dias felizes sob duas marcas de ar-condicionado enquanto fuçava meu brinquedo novo. Comi em bistrôs de comida francesa que ficara devendo experimentar antes de me mudar e pude dar alguns presentes para gente querida. Final suprerpositivo. Obrigado à todos que fizeram parte e um convite à todos que não fizeram para que a próxima virada seja com colegas e amigos recém-adquiridos na grande metrópole.
Videozinhos da Helena que me pegou de surpresa. :)

